ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2006
Para início de conversa, tudo pode ser consultado, neste endereço. Assim, e ao contrário do que se costuma fazer, cada um poderá verificar as áreas que mais lhe interessar.
Parecendo, assim a olho, um orçamento que procura ser contido e com algumas ideias em áreas importantes para todos, comece-se por afirma que é a visão de um engenheiro. Ou seja, da mesma maneira que Cavaco Silva pensou o país, nos seus tempos áureos (e, julgávamos nós, idos) como o melhor caminho é a união de dois pontos por uma linha recta (esmagando o que estiver no caminho), também Sócrates tem áreas preferenciais facilmente relacionáveis com a sua formação e vivência. Não é por acaso que se está a estabelecer como bandeira, um "Plano Tecnológico" ou que um engenheiro americano é tratado com honras de papa. Mas enfim, poderia ser pior. Olha se tínhamos deixado passar o Santana Flops... Adiante.
Entre outras prioridades, destaco esta: "Ainda no sistema prisional é importante salientar a construção de uma Unidade Complementar no EP do Porto, bem como dar um forte impulso ao ?Plano de Erradicação do Balde Higiénico? em todo o sistema.". Pelo tom entusiástico, quando algum de nós lá for parar por delito de opinião, ao menos já vai ter um autoclismo para puxar.
Sobre o real valor da Cultura, basta olhar para os orçamentos dos ministérios. No fundo da lista, vem o MC. Terá um orçamento de (se bem entendi os números, mas a variação não há-de ser muita) de 189, 7 milhões de euros. Destes, 80 milhões são para pagar a funcionários (3325 pessoas). É com o que sobra que se vai apoiar as iniciativas. Se tomarmos como referência, os 12.583, 7 milhões de euros para as Finanças e Administração Pública ou os modestos 1.909 milhões de euros para a Defesa ( e não vou à Saúde, nem à Educação...) percebemos o país, culturalmente falando, que temos.
Mas, basta ver as propostas para a Política Cultural Externa, para entender que, de facto, não vale a pena investir muito. Entre outras prioridades pretende-se "dinamizar a imagem do Instituto Camões através de acções de marketing" ou "definir uma filosofia relativamente ao património luso construído no mundo".
Para o que vai fazer por cá, melhor será ler. Tal será a pouca relevância da coisa.
Assim de repente, ficamos com a ideia de que se juntou a fome com a vontade de comer. A incompetência da ministra e do seu (lobista) secretário de estado aliada a uma visão política que não sendo de adorno, também não é de progressão na qualidade mental dos portugueses.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
6 de fevereiro de 2006
5 de fevereiro de 2006
LIGHT AS HELL
De uma coisa, não podem acusar o país: de ser pesado.
Depois do flagelo da literatura light (agora transformado no pesadelo da literatura histórico-fast...), e da cultura-light, que se avista na SIC (a Bárbara Guimarães a passear no meio de prateleiras cheias de livros a declamar Eugénio de Andrade mereceria um prémio. Não sei é bem qual...), chegou o Fado-Light.
Juro que não é pelo apelido abobalhado (embora ele já esteja tão socialmente em baixo que mais fundo só a China), mas a forma como avistei uma jovem cantora a retalhar a canção mais típica portuguesa deixou-me perplexo. Quase tão surpreendido como ver a cobertura que os media davam a uma caquinha daquelas...
De uma coisa, não podem acusar o país: de ser pesado.
Depois do flagelo da literatura light (agora transformado no pesadelo da literatura histórico-fast...), e da cultura-light, que se avista na SIC (a Bárbara Guimarães a passear no meio de prateleiras cheias de livros a declamar Eugénio de Andrade mereceria um prémio. Não sei é bem qual...), chegou o Fado-Light.
Juro que não é pelo apelido abobalhado (embora ele já esteja tão socialmente em baixo que mais fundo só a China), mas a forma como avistei uma jovem cantora a retalhar a canção mais típica portuguesa deixou-me perplexo. Quase tão surpreendido como ver a cobertura que os media davam a uma caquinha daquelas...
2 de fevereiro de 2006

UM PROBLEMA NA CANALIZAÇÃO
Da multiplicidade de arguidos no caso de corrupção conhecido como "Apito Dourado", foi deduzida acusação contra apenas 29. Todos de Gondomar (nenhum do Porto, graças a Deus, que por momentos até se pensou que... Felizmente que Deus é Pai e, por isso...).
Na hora de apertar, a "Justiça" portuguesa faz como sempre, "não tem bem a certeza" se deve incomodar ou não. E os que provavelmente se encheram com dinheiro sujo, escapam-se pelo ralo do lavatório. Um, a um, vão sumindo, sumindo...
Se houver algum canalizador na sala, por favor, manifeste-se!
1 de fevereiro de 2006
SOCORRO! VEM AÍ O GRANDE HORROR!
Para quem acha que não há ligação entre o capital e o jornalismo faça favor de ler o gigantesco artigo do DN, precedido de chamadas alarmistas de capa, sobre as consequências da proibição do tabaco em locais públicos em Espanha. "PORTUGAL PERDE MILHÕES COM A LEI ANTITABACO ESPANHOLA" e "Fisco pode perder 90 milhões". Resumindo, a matéria chama a atenção para o GRAVE PROBLEMA que é o preço do tabaco ter descido em no país vizinho (para responder à concorrência da proibição) e a possibilidade daí decorrente de que os portugueses VÃO LÁ COMPRAR. Menos impostos, mais contrabando. O horror. São chamados a depôr no artigo, a Brigada Fiscal e até esse senhor inexplicável que está à frente do Conselho de Prevenção Contra o Tabagismo, Paes Clemente. Este senhor (o mesmo que veio afirmar, tempos atrás - baseado sabel Deus em quê - que apenas 19% da população portuguesa fuma, quando entra pelos olhos dentro que este número andará no mínimo próximo dos 50% ) mostrou-se "tranquilo". Tranquilo numa altura que se constatou que a lei proposta pelo anterior ministro da Saúde foi metida na gaveta e adiada até às calendas gregas. Tão tranquilo como a Tabaqueira que afirma condescendente que a lei já proíbe nos locais onde as pessoas são "obrigadas a ir", como Hospitais ou bancos. Não sei quanto é que o nosso "defensor" ganha, mas é demais. Nem que seja o dinheiro do passe do autocarro, dada a óbvia incompetência. Nem quanto é o salário de cada administrador da Tabaqueira. Mas quanto a estes últimos, estou "tranquilo", já que estes estão definitivamente a fazer o seu trabalho bem feito.
ps: também descobri o quer dizer a expressão "fumador passivo": somos nós, os bananas que levamos com o fumo e nos retiramos, pedindo desculpa de estar em espaços públicos.
Para quem acha que não há ligação entre o capital e o jornalismo faça favor de ler o gigantesco artigo do DN, precedido de chamadas alarmistas de capa, sobre as consequências da proibição do tabaco em locais públicos em Espanha. "PORTUGAL PERDE MILHÕES COM A LEI ANTITABACO ESPANHOLA" e "Fisco pode perder 90 milhões". Resumindo, a matéria chama a atenção para o GRAVE PROBLEMA que é o preço do tabaco ter descido em no país vizinho (para responder à concorrência da proibição) e a possibilidade daí decorrente de que os portugueses VÃO LÁ COMPRAR. Menos impostos, mais contrabando. O horror. São chamados a depôr no artigo, a Brigada Fiscal e até esse senhor inexplicável que está à frente do Conselho de Prevenção Contra o Tabagismo, Paes Clemente. Este senhor (o mesmo que veio afirmar, tempos atrás - baseado sabel Deus em quê - que apenas 19% da população portuguesa fuma, quando entra pelos olhos dentro que este número andará no mínimo próximo dos 50% ) mostrou-se "tranquilo". Tranquilo numa altura que se constatou que a lei proposta pelo anterior ministro da Saúde foi metida na gaveta e adiada até às calendas gregas. Tão tranquilo como a Tabaqueira que afirma condescendente que a lei já proíbe nos locais onde as pessoas são "obrigadas a ir", como Hospitais ou bancos. Não sei quanto é que o nosso "defensor" ganha, mas é demais. Nem que seja o dinheiro do passe do autocarro, dada a óbvia incompetência. Nem quanto é o salário de cada administrador da Tabaqueira. Mas quanto a estes últimos, estou "tranquilo", já que estes estão definitivamente a fazer o seu trabalho bem feito.
ps: também descobri o quer dizer a expressão "fumador passivo": somos nós, os bananas que levamos com o fumo e nos retiramos, pedindo desculpa de estar em espaços públicos.
31 de janeiro de 2006
30 de janeiro de 2006
MATRIXBURGUER
Para os que não têm medo de tomar a pílula vermelha, aqui está um endereço: http://www.themeatrix.com/portuguese/
Para os que não têm medo de tomar a pílula vermelha, aqui está um endereço: http://www.themeatrix.com/portuguese/
29 de janeiro de 2006
A CONSTITUIÇÃO E A LEI
Duas mulheres portuguesas preparam-se para desafiar a lei e pedir (repito, pedir, e com pouca esperança) que a Constituição da República Portuguesa se cumpra no que toca à não-discriminação pela orientação sexual. Este movimento de questionamento sobre a justiça veio do interior de um partido (dos que vivem do dinheiro dos contribuintes)? Do interior da Assembleia da República? Das eminências pardas que, diária ou semanalmente, nos dizem pela televisão o que pensar? Não. Veio de duas mulheres que sentem na pele o que é estar condenada a ser cidadão de segunda. À invisibilidade. Ainda por cima (pelo que se viu na reportagem da Sic) não são provenientes de uma classe particularmente instruida ou economicamente saudável. São duas mulheres, iguais aos outros não sei quantos milhões delas, que querem existir. Será naturalmente o princípio de uma batalha que é capaz de nem ir longe. Por agora. Sempre foi assim.
Sabem por que razão os supra-citados representantes não mexem no assunto? Porque eles próprios não concordam. Basta jantar, tomar um copo numa ocasião não-oficial, para que a homofobia salte. Mesmo dos gays (não-assumidos, claro) eleitos. Mulheres juntas, só em filmes porno, e mesmo assim, para dar tusa aos homens.
Às vezes dá vontade de lhes gritar que mexam esses cus inúteis ( falo em sentido metafórico) e que defendam quem os elegeu. Todos os que os elegeram. Que parem de lamber as cruzes a quem usa o dinheiro para mexer os cordelinhos e que cumpram o seu dever.
O dever para com mulheres e homens que moram nos subúrbios, ou nas cidades de província. Que dizem "prontos" e passam os domingos nos hipermercados. Mas que nem assim (ou por isso mesmo) deveriam alguma vez ser tratados como gente descartável.
Duas mulheres portuguesas preparam-se para desafiar a lei e pedir (repito, pedir, e com pouca esperança) que a Constituição da República Portuguesa se cumpra no que toca à não-discriminação pela orientação sexual. Este movimento de questionamento sobre a justiça veio do interior de um partido (dos que vivem do dinheiro dos contribuintes)? Do interior da Assembleia da República? Das eminências pardas que, diária ou semanalmente, nos dizem pela televisão o que pensar? Não. Veio de duas mulheres que sentem na pele o que é estar condenada a ser cidadão de segunda. À invisibilidade. Ainda por cima (pelo que se viu na reportagem da Sic) não são provenientes de uma classe particularmente instruida ou economicamente saudável. São duas mulheres, iguais aos outros não sei quantos milhões delas, que querem existir. Será naturalmente o princípio de uma batalha que é capaz de nem ir longe. Por agora. Sempre foi assim.
Sabem por que razão os supra-citados representantes não mexem no assunto? Porque eles próprios não concordam. Basta jantar, tomar um copo numa ocasião não-oficial, para que a homofobia salte. Mesmo dos gays (não-assumidos, claro) eleitos. Mulheres juntas, só em filmes porno, e mesmo assim, para dar tusa aos homens.
Às vezes dá vontade de lhes gritar que mexam esses cus inúteis ( falo em sentido metafórico) e que defendam quem os elegeu. Todos os que os elegeram. Que parem de lamber as cruzes a quem usa o dinheiro para mexer os cordelinhos e que cumpram o seu dever.
O dever para com mulheres e homens que moram nos subúrbios, ou nas cidades de província. Que dizem "prontos" e passam os domingos nos hipermercados. Mas que nem assim (ou por isso mesmo) deveriam alguma vez ser tratados como gente descartável.
27 de janeiro de 2006
RON MUECK
Em boa hora, o Rui Carvalheira me chamou a atenção para o trabalho deste autor.
Há qualquer coisa de mortal no seu hiper-realismo. A vulgaridade humana fica sem escapatórias. Um corpo é um corpo. Uma mulher velha é uma mulher velha. Um gigante é um homem exageradamente triste.
Para aceitar, antes de continuar a viver.

E contudo... 
Mais aqui ou aqui.
Em boa hora, o Rui Carvalheira me chamou a atenção para o trabalho deste autor.
Há qualquer coisa de mortal no seu hiper-realismo. A vulgaridade humana fica sem escapatórias. Um corpo é um corpo. Uma mulher velha é uma mulher velha. Um gigante é um homem exageradamente triste.
Para aceitar, antes de continuar a viver.

E contudo... 
Mais aqui ou aqui.
23 de janeiro de 2006

CAVACO É FIXE!
Ora o homem aí está. À 2a foi de vez. A maioria assim decidiu. E a democracia é isto. E, honestamente, Cavaco Silva é o rosto do Portugal que vivemos. Inculto, novo-rico e crente que o sucesso é fazer uma estrada que leve até aos hipermercados. Será "boa pessoa"? Provavelmente. Representar o país é que é outra coisa...
Deselegante, seria, no mínimo, a decisão do primeiro-ministro José Sócrates em discursar ao mesmo tempo que Manuel Alegre. As televisões fizeram o jogo e o discurso do deputado que conseguiu um milhão de votos contra a máquina partidária do governo foi silenciado. Ou eles assim pensam. Se alguém tinha dúvidas sobre a impiedade da política bastaria ver a maneira como Sócrates, que tem tomado algumas medidas importantes, se apressou a dar a estocada final no candidato presidencial. Seria assim tão difícil; custaria assim tantos votos, admitir que se apostou no cavalo errado? Seria mesmo necessário recorrer a uma estratégia tão baixa e evidente para "ganhar".
Manuel Alegre e os seus apoiantes vieram dizer duas coisas. Para o interior do partido afirmaram que ainda nem todos os homens que acreditam em ideais estão mortos. Para o exterior, que é possível alguém ser eleito sem máquina partidária a preparar-lhe o espectáculo. Ora, qualquer uma das duas propostas é insuportável para uma classe política onde o sentido de justiça foi há muito substituido pelo apunhalar a eito quem se meter no caminho para o poder.
Perdoai-lhes, Senhor, que eles não sabem mesmo o que fazem...
20 de janeiro de 2006
PRESIDENCIAIS
A coisa não provoca grande excitação, dado o perfil dos candidatos. Excluindo os não-elegíveis que sabendo-o tentam ganhar votos para o partido que representam, restam 3. Um que deveria ter sabido retirar-se enquanto tínhamos dele a ideia de ter prestado um bom serviço ao país, outro de quem só conhecemos a poesia e (parece) um coração dado às causas perdidas (como a democracia, a prevalência da inteligência e da emoção sobre a imbecilidade e por aí fora...) e, apoiado em bloco pela Direita (o que nunca é bom sinal para o mexilhão) um ex-primeiro ministro. Ao que tudo aponta, este último deverá ser o vencedor, logo a despachar. Não ficarei surpreendido. Santana Lopes também chegou a presidente da Câmara de Lisboa, o que era impensável, e mais tarde a primeiro-ministro, o que nem ao diabo lembraria. A depressão que atinge o país não tem só origem nas dificuldades económicas. Deriva também do espectáculo de ver aceder a lugares de poder pessoas, oriundas dos aparelhos de poder, da lambe-botice despudorada e da incúria nas escolhas (veja-se a Cultura, por exemplo, e a forma como o actual governo a tem deixado ao deus-dará; ou na câmara de Lisboa, a pavorosa equipa resultante das últimas eleições - que ainda se "está a organizar", desde Setembro!- e que nos deprime a todos). Passámos de um Estado em que as pessoas eram nomeadas exclusivamente por cunhas, para outro em que os cargos são ocupados por incompetentes que sobem à dentada.
Não ficarei surpreendido se alguém que leu pouco e parece entender ainda menos da diversidade que compõe o país for eleito. Direi até mais: será porque Portugal está mesmo a merecê-lo.
A coisa não provoca grande excitação, dado o perfil dos candidatos. Excluindo os não-elegíveis que sabendo-o tentam ganhar votos para o partido que representam, restam 3. Um que deveria ter sabido retirar-se enquanto tínhamos dele a ideia de ter prestado um bom serviço ao país, outro de quem só conhecemos a poesia e (parece) um coração dado às causas perdidas (como a democracia, a prevalência da inteligência e da emoção sobre a imbecilidade e por aí fora...) e, apoiado em bloco pela Direita (o que nunca é bom sinal para o mexilhão) um ex-primeiro ministro. Ao que tudo aponta, este último deverá ser o vencedor, logo a despachar. Não ficarei surpreendido. Santana Lopes também chegou a presidente da Câmara de Lisboa, o que era impensável, e mais tarde a primeiro-ministro, o que nem ao diabo lembraria. A depressão que atinge o país não tem só origem nas dificuldades económicas. Deriva também do espectáculo de ver aceder a lugares de poder pessoas, oriundas dos aparelhos de poder, da lambe-botice despudorada e da incúria nas escolhas (veja-se a Cultura, por exemplo, e a forma como o actual governo a tem deixado ao deus-dará; ou na câmara de Lisboa, a pavorosa equipa resultante das últimas eleições - que ainda se "está a organizar", desde Setembro!- e que nos deprime a todos). Passámos de um Estado em que as pessoas eram nomeadas exclusivamente por cunhas, para outro em que os cargos são ocupados por incompetentes que sobem à dentada.
Não ficarei surpreendido se alguém que leu pouco e parece entender ainda menos da diversidade que compõe o país for eleito. Direi até mais: será porque Portugal está mesmo a merecê-lo.
17 de janeiro de 2006
IN AMERICA
"O condenado à morte mais idoso da história do estado norte-americano da Califórnia foi executado esta noite, na cadeia de San Quentin. Para além de cego, surdo e diabético, Clarence Ray Allen, que ontem fez 76 anos de idade, sofria de problemas cardíacos e estava confinado a uma cadeira de rodas." in PÚBLICO
Ao que consta, o homem ainda terá resmungado, enquanto tropeçava no corredor:"Não sei para onde me levam, mas se é para a injecção da gripe, mais vale matarem-me. É que fico todo doído das agulhas".
George Bush enviou um perú à família do condenado.
"O condenado à morte mais idoso da história do estado norte-americano da Califórnia foi executado esta noite, na cadeia de San Quentin. Para além de cego, surdo e diabético, Clarence Ray Allen, que ontem fez 76 anos de idade, sofria de problemas cardíacos e estava confinado a uma cadeira de rodas." in PÚBLICO
Ao que consta, o homem ainda terá resmungado, enquanto tropeçava no corredor:"Não sei para onde me levam, mas se é para a injecção da gripe, mais vale matarem-me. É que fico todo doído das agulhas".
George Bush enviou um perú à família do condenado.
SAY: BYE BYE!
O Rui C. enviou-me este endereço fatídico.
Só para corações fortes.
"Nós os ossos que aqui estamos..."
www.findyourfate.com/deathmeter/deathmtr.html
O Rui C. enviou-me este endereço fatídico.
Só para corações fortes.
"Nós os ossos que aqui estamos..."
www.findyourfate.com/deathmeter/deathmtr.html
16 de janeiro de 2006
AINDA A RADICAL
Outra série de culto a não perder, passa aos domingos e repete (julgo) às segundas, é "Shameless", na Sic Radical. Uma família de Manchester levemente perturbada.
Afinal, televisão não é só lixo. Os programadores têm é que trabalhar um bocadinho para encontrar as pepitas. Mais informações aqui.

Outra série de culto a não perder, passa aos domingos e repete (julgo) às segundas, é "Shameless", na Sic Radical. Uma família de Manchester levemente perturbada.
Afinal, televisão não é só lixo. Os programadores têm é que trabalhar um bocadinho para encontrar as pepitas. Mais informações aqui.

SEGUNDA-FEIRA 13
Hoje é dia de azar na casa: a máquina de lavar roupa avariou, a instalação eléctrica começou a largar faísca e descobri que uma chávena de café, incontinente, se descuidou por debaixo do teclado.... Mas se excluirmos o facto de ter de escrever embrulhado numa manta, já que não dá para ligar o aquecimento, a coisa não está mal de todo. Pode ser que a minha escrita se torne um pouco mais fria e racional, agradando mais à crítica literária.
Por falar em crítica, desta vez quotidiana, é interessante ver como os nossos jornalistas ficaram assustados com a medida espanhola anti-defumação. No "Expresso", a minha colega Inês Pedrosa, vem alertar para o perigo das medidas que pretendem submeter toda a gente "às regras do rebanho", o "novo PREC" (Período Revolucionário Em Curso, 1975). O ataque aos "direitos dos fumadores" também são defendidos numa nova revistita que vem com DN, a NS, que diz NÃO PODE SER, à "cruzada" que além de impedir os menores de comprar tabaco (perdão amigos nordestinos pelo uso da palavra, que por aqui não quer dizer o mesmo) ainda os impede de frequentar os locais onde o fume abunde. De facto, não se percebe a incoerência.
Estou solidário nesta inquietação que não deixará de produzir os seus frutos entre os panacas/interesseiros que nos governam. E queria acrescentar que além do direito a poluir o espaço dos outros, também deveríamos fazer qualquer coisa contra as medidas absurdas que impedem os nossos cães de cagar nas portas dos vizinhos, a masturbação nos restaurantes, o apalpar de toda a gaja boa que passe na frente e, o mais importante, o simples chamar "realíssima puta" às funcionárias dos correios que demorem a atender-nos.
Afinal, onde está a liberdade dos portugueses? Força, companheiros, unidos esculhambaremos!
Hoje é dia de azar na casa: a máquina de lavar roupa avariou, a instalação eléctrica começou a largar faísca e descobri que uma chávena de café, incontinente, se descuidou por debaixo do teclado.... Mas se excluirmos o facto de ter de escrever embrulhado numa manta, já que não dá para ligar o aquecimento, a coisa não está mal de todo. Pode ser que a minha escrita se torne um pouco mais fria e racional, agradando mais à crítica literária.
Por falar em crítica, desta vez quotidiana, é interessante ver como os nossos jornalistas ficaram assustados com a medida espanhola anti-defumação. No "Expresso", a minha colega Inês Pedrosa, vem alertar para o perigo das medidas que pretendem submeter toda a gente "às regras do rebanho", o "novo PREC" (Período Revolucionário Em Curso, 1975). O ataque aos "direitos dos fumadores" também são defendidos numa nova revistita que vem com DN, a NS, que diz NÃO PODE SER, à "cruzada" que além de impedir os menores de comprar tabaco (perdão amigos nordestinos pelo uso da palavra, que por aqui não quer dizer o mesmo) ainda os impede de frequentar os locais onde o fume abunde. De facto, não se percebe a incoerência.
Estou solidário nesta inquietação que não deixará de produzir os seus frutos entre os panacas/interesseiros que nos governam. E queria acrescentar que além do direito a poluir o espaço dos outros, também deveríamos fazer qualquer coisa contra as medidas absurdas que impedem os nossos cães de cagar nas portas dos vizinhos, a masturbação nos restaurantes, o apalpar de toda a gaja boa que passe na frente e, o mais importante, o simples chamar "realíssima puta" às funcionárias dos correios que demorem a atender-nos.
Afinal, onde está a liberdade dos portugueses? Força, companheiros, unidos esculhambaremos!
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